Doenças neurodegenerativas em cães e o papel da nutrição

As doenças neurodegenerativas em cães afetam diretamente o sistema nervoso e comprometem a memória, aprendizado, coordenação motora e comportamento, impactando de forma significativa a qualidade de vida do animal e dos tutores..

Embora muitas dessas condições não tenham cura, o manejo adequado, especialmente por meio da alimentação, pode ajudar na prevenção, retardar a progressão dos sintomas e promover mais conforto ao pet.

Quais são as principais doenças neurodegenerativas em cães?

As doenças neurodegenerativas em cães envolvem a perda progressiva das funções do sistema nervoso, afetando comportamento, memória, coordenação motora e interação com o ambiente. Elas são mais comuns em cães idosos, mas podem variar em intensidade e manifestação.

Entre as mais comuns estão:

  • Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina (SDC): esta é uma das doenças mais comuns, sendo conhecida como Alzheimer canino;
  • Síndrome Vestibular Idiopática (ou Geriátrica): disfunção neurológica que ocorre de forma súbita e afeta o equilíbrio dos cães.
  • Tumores cerebrais: crescimento descontrolado de células no tecido que formam massas capazes de provocar danos neurológicos graves, que vão de convulsões a cegueira.
  • Epilepsia Idiopática: doença neurológica que causa convulsões frequentes
  • Meningoencefalite de Causa Desconhecida (MUA), doença inflamatória que afeta o Sistema Nervoso Central (SNC). Pode afetar cães de raça pequena e supõe-se que a causa é genética ou autoimune. 
  • Mielopatia Degenerativa: doença crônica e progressiva da medula espinhal, similar à Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em humanos.

O que é a Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina?

A Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina (SDC) é a doença neurodegenerativa mais comum em cães idosos. Ela é considerada o equivalente ao Alzheimer em humanos, pois provoca um declínio progressivo das funções cognitivas, impactando diretamente o comportamento e a qualidade de vida do animal.

Essa condição está associada a alterações no cérebro relacionadas ao envelhecimento, como redução da atividade neural, aumento do estresse oxidativo e dificuldade no uso da energia cerebral.

Os principais sintomas da SDC incluem:

  • Desorientação (o cão parece perdido em locais conhecidos);

  • Alterações no ciclo do sono (dormir durante o dia e ficar agitado à noite);

  • Mudanças de comportamento e personalidade;

  • Redução da interação com tutores e outros animais;

  • Dificuldade de aprendizado e perda de comandos já conhecidos;

  • Ansiedade, vocalização excessiva ou apatia.

Por se desenvolver de forma lenta e progressiva, muitos tutores acabam associando esses sinais apenas “à idade”. No entanto, reconhecer a síndrome precocemente permite adotar estratégias, como ajustes na rotina e na alimentação, que ajudam a retardar a progressão e melhorar o bem-estar do cão.

Como oferecer melhor qualidade de vida para cães nessa situação?

As doenças neurodegenerativas em cães não têm cura, mas isso não significa falta de possibilidades. 

Com cuidado contínuo e escolhas adequadas, é possível retardar a progressão dos sintomas, reduzir desconfortos e oferecer mais bem-estar ao pet ao longo do tempo. O foco deve estar sempre na qualidade de vida, e não apenas na doença.

Veja algumas dicas de como proceder:

Manter uma rotina previsível

Cães com alterações neurológicas se sentem mais seguros quando a rotina é estável. Horários regulares para alimentação, passeios, descanso e interação ajudam a reduzir confusão, ansiedade e agitação, especialmente em cães com disfunção cognitiva.

Adaptar o ambiente da casa

Ambientes simples, organizados e seguros fazem diferença. Evitar mudanças bruscas, remover obstáculos, garantir pisos antiderrapantes e manter locais de descanso acessíveis contribuem para mais autonomia e conforto no dia a dia.

Estimular sem sobrecarregar

Estimulação mental leve e positiva ajuda a preservar funções cognitivas. Brinquedos simples, interação com o tutor e atividades adequadas à capacidade do cão são preferíveis a estímulos intensos, que podem gerar frustração ou estresse.

Acompanhamento veterinário contínuo

O acompanhamento regular permite ajustar tratamentos, monitorar a evolução da doença e adaptar cuidados conforme o quadro progride. Esse suporte é essencial para decisões mais seguras ao longo do tempo.

Dar atenção às necessidades emocionais

Cães com doenças neurodegenerativas podem apresentar mudanças de comportamento, ansiedade ou apatia. Presença, paciência e vínculo afetivo são tão importantes quanto qualquer outro cuidado físico.

A alimentação como aliada no cuidado diário

A nutrição exerce um papel central na qualidade de vida desses cães. Uma alimentação adequada pode ajudar a reduzir inflamações, oferecer suporte à função cerebral e contribuir para mais disposição e equilíbrio. Por isso, a escolha do que vai no pote do pet deve ser feita com atenção redobrada.

A importância da alimentação balanceada nesse processo

Em cães com doenças neurodegenerativas, a alimentação deixa de ser apenas manutenção e passa a ser parte ativa do cuidado contínuo. Dietas equilibradas, de fácil digestão e com nutrientes que apoiam a saúde cerebral podem ajudar a oferecer mais conforto e bem-estar ao longo do envelhecimento.

A alimentação vegana surge como um diferencial nesse contexto, por fornecer antioxidantes, fibras, prebióticos e fontes vegetais de nutrientes importantes para o organismo, além de favorecer uma digestão mais leve.

Leia mais: A dieta vegana é adequada para o seu cão?

Aqui na Vegpet você encontra a Ração Vegana Bicho Green, e obter informações de como a nutrição pode apoiar cães em diferentes fases da vida. 

Cuidar de um cão com doença neurodegenerativa é um ato diário de atenção, carinho e escolhas bem informadas, e a alimentação faz parte desse caminho.

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