As doenças oculares em cachorros são mais comuns do que muitos tutores imaginam e, em vários casos, começam com sintomas discretos. Vermelhidão, excesso de secreção, coceira ou mudanças no aspecto dos olhos podem parecer algo simples no início, mas algumas alterações evoluem rapidamente e podem comprometer a visão do pet.
Além do desconforto, problemas oculares também afetam diretamente a qualidade de vida do cão. Por isso, observar mudanças no comportamento e buscar ajuda veterinária precocemente faz toda a diferença.
Algumas raças possuem maior predisposição a desenvolver doenças nos olhos, especialmente cães braquicefálicos, como Shih-tzu, Pug, Bulldog Francês e Lhasa Apso, que possuem olhos mais expostos e sensíveis.
Neste artigo, você vai conhecer as cinco doenças oculares mais comuns em cachorros, entender quando elas costumam surgir e quais cuidados ajudam na prevenção.
Por que algumas raças desenvolvem mais problemas oculares?
A anatomia influencia bastante na saúde ocular dos cães.
Raças com olhos mais saltados ou focinho achatado costumam apresentar maior exposição ocular, menor lubrificação natural e mais sensibilidade a vento, poeira e traumas.
Além disso, fatores genéticos também podem aumentar o risco de determinadas doenças, principalmente em cães idosos.
Isso não significa que outros cães estejam livres desses problemas, mas reforça a importância da observação constante.
5 doenças oculares mais comuns em cachorros
Algumas doenças aparecem com maior frequência na rotina veterinária e merecem atenção especial. São elas:
Conjuntivite (olho rosa)
A conjuntivite é uma inflamação da membrana que recobre os olhos e costuma provocar vermelhidão, secreção, lacrimejamento e sensibilidade à luz.
Ela pode surgir por alergias, irritações, infecções ou contato com agentes externos, como poeira e fumaça.
Embora possa acometer cães de qualquer idade, é bastante comum em animais mais sensíveis ou expostos a fatores ambientais irritantes.
Quando não tratada corretamente, a inflamação pode se agravar e causar desconforto importante.
Ceratoconjuntivite seca (olho seco)
A ceratoconjuntivite seca acontece quando há redução na produção de lágrimas, deixando os olhos menos protegidos e mais vulneráveis a inflamações.
Os sinais mais comuns incluem secreção espessa, olhos opacos, irritação frequente e dificuldade para manter os olhos abertos.
Esse problema costuma aparecer com mais frequência em cães adultos e idosos, especialmente em raças predispostas como Shih-tzu, Lhasa Apso e Cocker Spaniel.
Sem tratamento, pode evoluir para lesões mais sérias e até perda de visão.
Olho de cereja
O chamado olho de cereja ocorre quando a glândula da terceira pálpebra se desloca e fica visível como uma estrutura avermelhada no canto do olho.
Apesar de não ser sempre doloroso no início, o problema interfere na lubrificação ocular e pode favorecer inflamações.
Ele costuma surgir em cães jovens e em raças como Bulldog, Beagle e Cocker Spaniel.
O tratamento geralmente envolve avaliação veterinária e, em muitos casos, procedimento cirúrgico.
Glaucoma
O glaucoma é uma das doenças oculares mais graves nos cães, pois provoca aumento da pressão dentro do olho.
Entre os sinais mais comuns estão dor, vermelhidão intensa, olhos aumentados, pupila dilatada e córnea opaca.
A condição pode evoluir rapidamente e levar à cegueira quando não tratada.
O glaucoma pode surgir por predisposição genética ou como consequência de outras doenças oculares.
Raças como Poodle, Basset Hound e Cocker Spaniel possuem maior predisposição.
Catarata
A catarata provoca perda da transparência do cristalino, deixando os olhos com aspecto esbranquiçado ou azulado.
Ela costuma estar associada ao envelhecimento, mas também pode surgir em cães diabéticos ou por fatores genéticos.
Com o avanço da doença, o animal pode apresentar dificuldade para enxergar, esbarrar em objetos e demonstrar insegurança em ambientes diferentes.
Poodles, Schnauzers e cães idosos aparecem com frequência entre os casos diagnosticados.
É possível prevenir doenças oculares nos cães?
Nem todos os problemas podem ser evitados, especialmente os de origem genética, mas alguns cuidados ajudam bastante na prevenção e no diagnóstico precoce.
Manter a higiene da região dos olhos, evitar exposição excessiva à poeira, observar alterações no comportamento e realizar acompanhamento veterinário regular são atitudes importantes.
Além disso, uma rotina equilibrada contribui para a saúde geral do organismo, incluindo os olhos.
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Leia também: Com que frequência devo levar meu cachorro ao veterinário?
Observar os olhos do seu cão também é uma forma de cuidado
As doenças oculares podem evoluir rapidamente e muitas vezes começam com sinais discretos. Vermelhidão, secreção ou mudanças no comportamento do pet nunca devem ser ignoradas, especialmente em raças com maior predisposição a problemas nos olhos.
Além do acompanhamento veterinário, manter uma rotina equilibrada também faz parte da prevenção. A alimentação influencia diretamente o funcionamento do organismo e pode contribuir para o equilíbrio geral, incluindo processos inflamatórios e imunológicos.
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